domingo, 14 de novembro de 2010

Bigodinhos



E aqui estou eu olhando meu dois gatinhos enquanto espero meu amigo Rafa para almoçar.
O Häagen-Dazs, imitação (ou não) de siamês, mexendo os bigodinhos enquanto dorme todo encolhido, sonhando.
A Mitzy, uma bolinha de tão grávida, dormindo enrolada em si mesma, me faz pensar em Ouroboros.
Penso que enquanto tiver os dois não sentirei falta de ter um filho.
Mais do que penso; Estou tão certa disso quanto tenho certeza de que os dois fazem parte da minha melhor parte.
Hoje eles ganharam massagem e adoraram.
Gosto de mimar e tirar um tempo para os meus pequenos.
Gosto de brincar com eles todos os dias.
E gosto de conversar com eles. Eles respondem do jeito que conseguem.
Preciso colocar o tênis porque meu amigo me ligou e está na esquina.
Mas antes só mais um abracinho nos dois...


Hoje acordei pensando: "Minha vida parece uma lagosta".
O que será que eu quis dizer com isso?
Provavelmente nada.

sábado, 13 de novembro de 2010

Sem nome

Disciplina é uma arte

Sobre mim

É difícil escrever sobre si mesma sem parecer narcisista ou uma pobre coitada. Tirando pelo que vejo das redes sociais ou a pessoa se julga muito foda e muito amada ou a personificação do altruísmo e por isso é amada; salvo alguns casos, claro. Creio que não seria preciptado da minha parte presumir que escrever sobre si próprio é um ato de amor.
Então vou me amar um pouco.
Não faço o estilo boazinha nem tento agradar todos ao meu redor. Claro que não disparo palavras duras a todos os que me cercam.Gosto de guardar as opiniões ruins para mim ou de fazer piada com meus amigos.
Tenho manias feias e dentre elas analisar comportamentos sociais/pessoais e tentar estabelecer um padrão é uma delas. É feia por não respeitar a individualidade dos meus irmãos de espécie, mas é uma das coisas que mais gosto em mim. Acabou como uma forma de me defender de determinadas situações constrangedoras ou tristes e a capacidade de observação que eu tenho faz com que eu saiba, por exemplo, quando mentem para mim.
Não sou uma pessoa de contato. Isso quer dizer que não gosto quando as pessoas me tocam. Não é fobia, não é horror, nem nada do tipo. Só não gosto de pessoas que chegam e me abraçam, que conversam me tocando e coisas assim. É bem provável que essa falta de contato é que faz com que eu me apegue tanto às pessoas que estão comigo. Eu gosto de ser tocada por elas.
Ah, vou mudar um pouco de assunto e falar sobre uma coisa que me faz muito feliz: Sei escolher muito bem os meus amigos.
Gosto de amar e a minha filosofia de vida é "Toda forma de vida deve ser respeitada".
Amo demais.
Sou palhaça; gosto de fazer as pessoas rirem. Acho que isso faz parte de amar. Fazer feliz...
Essa é uma parte de mim escrita em uma madrugada qualquer de um dia qualquer.

Pessoas

Pessoas me cansam rápido.
Pessoas tem uma necessidade tremenda de serem "amadas".
Necessidade de se sentirem "aceitas".
Malditos mamíferos.
Bebem, se juntam num cômodo qualquer
E jogam cartas
E bebem
E metem. Precisam meter para se sentirem "amados" e "aceitos".
Hoje sou muito mais meus gatos e meus amigos.
Eles também precisam ser amados, mas eu os amo de graça.
De graça e verdadeiramente.
Eu os amo por aquilo que eles são.
Hoje não quero conhecer pessoas novas.
Hoje quero que a humanidade se foda.
E que se foda bêbada, que é para ter desculpa no dia seguinte.